Operação prende seis e mira núcleo financeiro da milícia em Rio das Pedras
06/02/2026
(Foto: Reprodução) Operação prende seis e mira núcleo financeiro da milícia em Rio das Pedras
A polícia do Rio prendeu, na manhã desta sexta-feira (6), seis suspeitos de integrar uma milícia que atua na região de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio.
As prisões fazem parte de uma operação que tem como alvo o núcleo financeiro da organização criminosa, responsável por sustentar as atividades ilegais do grupo.
A "Operação Intocáveis III" foi deflagrada por policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), em conjunto com agentes do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
"Eles são diretamente ligados à liderança desta organização criminosa com atividades típicas de milícia: extorsão, construção irregular agiotagem, exploração irregular do solo", explicou o delegado titular da Draco, Jefferson Ferreira.
Operação prende suspeitos de integrar o núcleo financeiro da milícia em Rio das Pedras
Reprodução
De acordo com as investigações, os criminosos desempenhavam papel central na sustentação econômica da milícia, sendo responsáveis pela arrecadação ilícita, gestão e distribuição de recursos, pagamento de despesas operacionais e lavagem de dinheiro.
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Três dos presos, segundo a polícia, foram identificados como chefes da organização criminosa, com braços em outros bairros.
Os nomes dos seis presos são:
Thiago Luiz de Souza
Maria José de Souza
Cristilane Sacramento Alves Pereira
Veliz Sacramento
Manoel de Brito Batista
Magno Carmo Pereira
Manoel de Brito Batista, o Cabelo, preso na Operação Os Intocáveis
Reprodução
Manoel de Brito Batista, conhecido como Cabelo ou Paraíba, já tinha sido preso em 2019, na primeira fase da operação. As investigações apontavam que ele ameaçava gravemente moradores e recebia informações privilegiadas de operações.
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Emson Alves Pereira, conhecido como Montanha, também é investigado como chefe de uma milícia no Catiri, em Bangu, após a morte do miliciano Marquinhos Catiri em 2022. O território vem sendo alvo de uma disputa entre milicianos e traficantes do Comando Vermelho.
O esquema incluía o uso de empresas de fachada e de pessoas interpostas para ocultar a origem dos valores.
Segundo a Polícia Civil, o objetivo é atingir diretamente a base financeira da organização, enfraquecendo sua capacidade de financiamento, comando e continuidade das atividades criminosas, além de desarticular o suporte econômico que viabiliza a atuação ilegal na região.
O g1 tenta contato com a defesa dos presos.
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