Alunos e professores do Colégio Pedro II fazem protesto após caso de estupro coletivo
10/03/2026
(Foto: Reprodução) Alunos protestam no Colégio Pedro II após caso de estupro coletivo
Alunos e professores do Colégio Pedro II fizeram um protesto no início da tarde desta terça-feira (10) em frente ao campus São Cristóvão, na Zona Norte do Rio.
O grupo se reuniu na porta da unidade para se manifestar após o caso de estupro coletivo que aconteceu em Copacabana, em janeiro deste ano, e envolveu dois estudantes do colégio — um deles é menor de idade.
Durante o ato, os manifestantes pediram providências do poder público e a ampliação de políticas educacionais que abordem temas como gênero e sexualidade, com o objetivo de prevenir casos de violência.
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Os participantes levaram cartazes e bandeiras durante a manifestação, com frases como "Nós estamos juntas" e "Sem mulheres, sem revolução".
Também nesta terça, a Justiça do Rio manteve a internação do adolescente investigado por participação no crime. A audiência aconteceu na Vara da Infância e Juventude. O menor se entregou na sexta passada (6) e está em uma unidade socioeducativa.
Manifestação na porta do Colégio Pedro II
Reprodução/TV Globo
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Quatro jovens são réus por estupro, com o agravante de a vítima ser menor de idade, e também por cárcere privado. Todos estão presos:
Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos;
João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos;
Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos;
Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos.
O adolescente que convidou a vítima também é investigado por ato infracional análogo ao crime. Por se tratar de um menor, a identidade não será divulgada.
Investigados por estupro coletivo em Copacabana
Reprodução/Fantástico
O que aconteceu?
Segundo o inquérito da 12ª DP (Copacabana), a vítima foi convidada por um adolescente, ex-namorado, para ir ao apartamento de um amigo dele, na noite de 31 de janeiro, na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana.
Esse rapaz teria pedido que a jovem levasse uma amiga, mas, como ela não conseguiu, a adolescente foi sozinha.
No elevador, o rapaz avisou que mais amigos estavam no local e sugeriu que fariam “algo diferente”, o que, segundo a vítima, ela recusou. Já no apartamento, ela foi levada para um quarto e, enquanto mantinha relação sexual com o ex, outros 4 rapazes entraram no cômodo.
A vítima relatou que, após insistência do adolescente, concordou apenas que os amigos permanecessem no quarto, desde que não a tocassem.
No entanto, segundo o depoimento, os rapazes tiraram a roupa, passaram a beijá-la e apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e sofrendo penetração por todos. Ela afirmou ainda que levou tapas, socos e um chute na região abdominal. Tentou sair do quarto, mas foi impedida.
Após a repercussão do caso, mais duas vítimas relataram que foram estupradas por integrantes do grupo.
Outros casos
No dia 2 de março, uma jovem procurou a polícia e denunciou ter sido estuprada por pelo menos dois investigados no caso da adolescente. Segundo o relato, o crime teria ocorrido quando ela tinha 14 anos. Atualmente, a jovem está com 17.
Ela contou aos investigadores que mantinha um relacionamento com um dos envolvidos — o único menor de idade apontado no caso.
A adolescente relatou que foi convidada a ir até a casa de Matheus Veríssimo Zoel Martins, outro investigado no caso. Segundo o depoimento, ao menos dois dos suspeitos teriam participado da violência sexual e gravado imagens do crime e divulgado.
No dia seguinte, mais uma jovem procurou a polícia e afirmou ter sido vítima de estupro por um dos integrantes do grupo. Ela prestou depoimento na 12ª DP (Copacabana), onde chegou acompanhada da mãe.
Segundo a jovem, o caso aconteceu em outubro do ano passado, e o suspeito se chama Vitor Hugo Oliveira Simonin.
O caso teria acontecido quando ele e a vítima ainda estavam em uma festa junina em um salão de festas no Humaitá.