Vereador do RJ preso pela Polícia Federal no Paraná foi encontrado depois de postar foto em casamento

  • 19/10/2026
(Foto: Reprodução)
Mãe e irmão de Oruam são presos em operação contra exploração de internet O vereador Fabio Silva (Podemos) foi preso em Londrina, no Norte do Paraná, na manhã desta segunda-feira (19). Silva é parlamentar na cidade do Rio de Janeiro (RJ) e foi localizado depois de publicar fotos em um casamento no estado. A informação foi confirmada pela Polícia Federal (PF) de Londrina, que também explicou que o vereador foi encontrado na casa de um amigo, no Jardim Quebec, onde estava hospedado para o evento. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp A prisão preventiva por participação em organização crimonosa faz parte da Operação Backbone, contra o monopólio de internet imposto pelo Comando Vermelho (CV). O objetivo é desarticular a estrutura de provedores do tráfico que operam nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão. Entre os presos, também estão a mãe e um irmão do rapper Oruam. Foto publicada pelo vereador nas redes sociais, em que cita a cidade onde estava. Redes sociais O casamento em que o vereador estava aconteceu no domingo (18). Na foto publicada ao lado do filho, Fabio colocou o nome da cidade em que estava. Ele também foi filmado pela esposa, no momento em que eles dirigiam até a cerimônia. O vereador foi levado para o Centro Integrado de Triagem de Londrina, enquanto os familiares embarcaram para o Rio de Janeiro. O celular dele foi apreendido. A PF não detalhou qual é o envolvimento do vereador com a facção e por quais crimes ele é investigado. Também não há informações sobre a transferência dele. Vereador registrou fotos na cerimônia em Londrina. Redes sociais No site da Câmara do Rio de Janeiro, Fabio se apresenta como empresário, gestor comunitário da Zona Norte do Rio e embaixador do projeto “Onda Carioca”, no Complexo do Chapadão. Ele está no primeiro mandato como vereador. O g1 entrou em contato com o partido Podemos e com a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. O g1 e a RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, também tentam identificar a defesa de Fabio. Leia também: Morte de reitor da PUC-PR: Museu nos EUA fecha após objeto de acrílico ser arrancado por vento e atingir educador 'Me senti realizado': diz agricultor que se vestiu de drag queen para realizar sonho do filho no Paraná Padrasto suspeito: Adolescente venezuelana de 14 anos é encontrada morta em mata no Paraná Operação Backbone Lucas Santos Nepomuceno, o Lucca, chega à sede da PF Milton Oliveira/GloboNews Além da prisão do vereador, Márcia Gama Nepomuceno e Lucas Santos Nepomuceno também foram alvos de mandados de prisão expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Márcia é mãe do rapper Oruam e Lucas é um dos irmãos dele. Outro mandado de prisão foi cumprido contra Márcio Santos Nepumuceno, o Marcinho VP, pai de Oruam e que já está preso. Conforme a PF, ele “continua a controlar as atividades empresariais exploradas nesses territórios, em conjunto com seus familiares e outras lideranças da facção”. "As investigações mostraram que criminosos armados cortam cabos e incendeiam caixas de distribuição de provedores de internet concorrentes, impedem reparos e obrigam moradores e comerciantes a contratar o serviço de internet controlado pela facção", consta no comunicado da PF. Até a última atualização desta reportagem, 19 mandados de prisão haviam sido cumpridos. PF cumpre mandado na Operação Backbone Divulgação/PF Também foi determinado o bloqueio de bens e valores em até R$ 558 milhões, alcançando 40 pessoas físicas e 42 empresas, além da suspensão das atividades econômicas das pessoas jurídicas em questão — entre provedores de internet, produtoras de eventos, firmas de contabilidade e empresas de fachada. Os investigados responderão pelo crime de domínio social estruturado, que pune grupos que empregam violência, grave ameaça e coação para impor controle territorial e social, intimidar populações, reprimir autoridades e atacar serviços essenciais. Os investigados poderão responder também por extorsão majorada, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, interrupção de serviço telemático, desenvolvimento clandestino de telecomunicações e lavagem de dinheiro.Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Paraná.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/norte-noroeste/noticia/2026/10/19/prisao-vereador-rj-no-parana-operacao-pf.ghtml


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