(Foto: Reprodução) Aterro do Flamengo é fechado ao trânsito para escoamento de bolsão d'água
O Município do Rio de Janeiro teve o fevereiro mais chuvoso em quase 30 anos. Segundo a meteorologista Hana Silveira, da Climatempo, é o maior volume para o mês da série histórica do Alerta Rio, que começou a operar em 1997.
Até as 8h desta sexta-feira (27), o acumulado chegava a 352 milímetros — e este número vai subir. A manhã seguia chuvosa, a ponto de o Aterro do Flamengo ser fechado devido a um bolsão d’água.
O recorde, até então, era de fevereiro de 2020, que tinha somado 321,6 milímetros. Fevereiro de 2025 está no extremo oposto, tendo sido o mais seco da série, com apenas 0,6 milímetro.
Somente nas últimas 24 horas, entre 4h de quinta-feira (26) e 4h desta sexta, os maiores acumulados na capital foram em Campo Grande (104,2 mm), Santa Cruz (94,6 mm), Marambaia (92,8 mm), Guaratiba (90,4 mm) e Jardim Botânico (89,2 mm).
No estado, a Costa Verde concentrou os maiores volumes. Segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden Nacional), do Cemaden Estadual e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Paraty registrou 230,5 mm, e Angra dos Reis, 219,2 mm no mesmo período.
Arte compara chuvas em fevereiro
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Transtornos na capital
A chuva forte que caiu na capital ao longo da madrugada e da manhã desta sexta-feira travou vias importantes, como as pistas expressas do Aterro do Flamengo — a Avenida Infante Dom Henrique só foi liberada às 8h20.
Árvores também caíram e complicaram o trânsito em outros corredores, como a Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá e a Estrada de Furnas, no Alto da Boa Vista.
Em Guaratiba, um campo de futebol ficou alagado. A água quase encobriu as traves.
Campo de futebol em Guaratiba ficou alagado
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Previsão para esta sexta-feira
De acordo com a Climatempo, um sistema de baixa pressão e o posterior desenvolvimento de uma frente fria sobre a Região Sudeste deixam o tempo instável em todo o RJ nesta sexta. A previsão é de céu predominantemente nublado e chuva ao longo do dia, com volumes que podem ultrapassar 100 milímetros em alguns pontos da capital.
O Cemaden Nacional aponta alto potencial para impactos, como alagamentos, enxurradas, transbordamento de rios e deslizamentos.
A previsão também indica ventos mais fortes, com rajadas que podem chegar a 70 km/h. O mar deve ficar agitado, com ondas em torno de 2 metros de altura. A máxima não deve passar de 27°C.
Próximos dias
No sábado (28) e no domingo (1º), os sistemas responsáveis pela instabilidade se afastam do estado, e a chuva deve diminuir em todas as regiões.
A previsão indica atuação de ventos marítimos, com possibilidade de chuva fraca a ocasionalmente moderada ao longo do dia, mas com volumes menores. A atenção se volta para os ventos, com rajadas de até 60 km/h. O mar permanece agitado, com ondas entre 1,5 e 2 metros.
No sábado, as temperaturas variam entre 22°C na madrugada e 28°C à tarde. No domingo, os termômetros devem oscilar entre 20°C e 28°C. As madrugadas tendem a ser mais frescas.
Na segunda-feira (2) e na terça-feira (3), a previsão é de chuva fraca, principalmente à tarde, com volumes baixos. As madrugadas seguem mais amenas, e as temperaturas sobem gradualmente ao longo da tarde, podendo chegar a 31°C na terça-feira.
Aterro do Flamengo fechado por bolsão d'água
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